domingo, 20 de janeiro de 2019

O DIA EM QUE O SÃO ROCK FOI PRO TELHA ROCK; por Jailson Gabriel



E finalmente nós do São Rock fomos conhecer o Telha Rock, Festival em Iguatu que chegou esse ano a sua terceira edição. Falamos conhecer, mas de certa forma o São Rock já estava presente nas edições anteriores, pois temos George Vasconcelos, George Albuquerque e Paulo Silas membros da Associação dos Amigos do São Rock Brejo Santo (AASRBS), que participam ativamente do Telha, caso de George Vasconcelos e Paulo Silas que fazem parte da Organização. Esse relato trata do que vivenciamos lá nos dois dias como participantes, como quem foi para curtir o festival e, diga-se de passagem, fizemos foi curtir mesmo!! Há tempos que não curtir tanto dois dias, o palco que o diga, marquei o território lá!

Saímos do Brejo por volta das 14 horas na Jabiraca (Parati) de Nazareno, outro membro da Associação do São Rock, juntamente com nosso amigo pra toda empreitada, José Eudes Batista, o popular Zebrinha. Playlist tocando, fomos enfrentar a estrada, paradinha básica em Icó para tomarmos umas Heineken, por que ninguém é de ferro, menos Nazareno que estava ao volante. Por volta das 16:30 horas chegamos em Iguatu e já fomos direto para o The Beer, local do Festival, grande escolha o local, perfeito, cerveja Eisenbahn e Devassa geladíssimas, pessoal do bar simpáticos, espaço generoso, gostei.  De cara encontramos os amigos, os de longa datas como Michel Macêdo, os que o São Rock nos proporcionou como João Afonso, que da mesma forma que no São Rock estava fazendo a técnica no som do Festival, assim como vários amigos de Iguatu que conhecemos ao longo dos anos.

O que mais nos incentiva nesse lance de Festival, é a magia envolvida, esse fortalecimento de amizades através do encontro de todos na união de um propósito maior, no caso fazer um festival de Rock. É muito difícil, é estressante, cansativo e tudo mais, mas a recompensa é indescritível, sentir essa magia, essa força que faz com que enfrentamos tudo com a maior satisfação e felicidade em cada amigo que chega para prestigiar o Festival não tem preço. E o Telha me fez sentir isso de forma diferente, como público, e isso em vários momentos me emocionou! Na agitação da produção do Festival você por mais que não queira liga o modo preocupante que te faz ser responsável, ver as coisas sempre como uma forma em que dê tudo certo. Precisava dessa perspectiva, foi muito bom estar do outro lado, entender o que passa, o que espera o público que vai ao Festival.  A troca de experiência foi muito válida, sentir pulsar novamente aquele ímpeto de estar ali no pé do palco sentindo a pressão, batendo cabeça, a energia e a força do Heavy Metal foi outro ponto que me fez enxergar que precisamos dar mais ênfase a essa vibe, afinal de contas o São Rock surgiu assim.

Voltando ao Telha, como público não poderia deixar de observar o profissionalismo dos amigos da produção, muito bem organizados e distribuídos cada um em sua função fazendo que tudo andasse de acordo com o previsto, apesar de alguns contratempos normais que sabemos que em todo Festival é quase impossível não acontecer, como atrasos que são inevitáveis. Essa organização da produção é de se tirar o chapéu, que com certeza se dá pela grande amizade que une a todos os envolvidos. Me impressionou que em pouco tempo de Festival, apenas três anos, já conseguiram dar uma personalidade muito forte ao Telha Rock.

O Telha Rock Beer, festival de cervejas que é uma atração a mais ao Telha, trouxe uma grande diversidade das mesmas, todas de qualidades que nos fazem querer prova-las, eis aí um dos motivos de ter marcado o território, fui com muita sede ao barril!! Massa mesmo essa oportunidade de diversificar e dar uma cara de Festival mesmo, que vai além de ter apenas bandas tocando, ter as lojinhas oferecendo camisas e souvenir e outros atrativos dá um diferencial a mais.



As duas noites foram bem divididas em relação as atrações musicais. A primeira banda a se apresentar foi a INGLÓRIA, cover do Sepultura, que teve alguns problemas, mas que não atrapalhou o Festival em si, pois a banda TYRANOS soube levantar a galera e fazer um show empolgante tocando tributos aos clássicos do metal. Em seguida encontramos mais uma vez a banda THE STONED, banda que tocou duas vezes no São Rock em 2018 e como sempre arrasaram com seu som autoral. Fechando a noite reencontramos a SYMPHONY OF DESCTRUCTION, cover do Megadeth, que tocou no São Rock 2013 e continua um grande tributo, foi muito massa, grande show!! É de se admirar que nessa altura do campeonato, depois de tomado todas as cervejas artesanais, ainda consiga lembrar de todos esses detalhes, fato esse que vem a confirmar o quão o Telha foi marcante!

O segundo dia começa com uma baita de uma ressaca, agora eu digo RESSACA!! Conselho: quando forem para um Festival de dois dias, maneire no primeiro dia!! Bom, encontramos os amigos no Bar do Maia, não tem como não fazer referência ao Bar Caldeira do Inferno, lugar atrativo para reunir os amigos para bons papos e cervejas, gostei!! Turma reunida e nessa hora as resenhas fazem parte, minha marcada de território foi uma delas, as tretas da noite, os shows... Boa conversa que continua durante o almoço. Fim de tarde já estávamos no The Beer para a passagem de som, as bandas chegando e o clima backstage contagia e mais uma vez nos remete ao nosso São Rock, expectativas, problemas com som, equipamentos, tudo que faz parte da rotina estressante e ao mesmo tempo divertida de produtor, tudo faz parte! Passagem de som é o momento que enfim olhamos um pro outro e dizemos: vai ser foda!

Então começamos a última noite com a técnica e o virtuosismo da banda JACK THE JOKER, banda autoral de Fortaleza, que trouxe um verdadeiro vendaval ao Festival, o tempo realmente fechou, expectativa de cair um diluvio o que não se confirmou, apenas uma chuvinha leve que foi breve e passageira não atrapalhando em nada o showzaço dos meninos! Que banda, que show, muito massa mesmo, já os tinha visto aqui em Brejo Santo no Cine Teatro pelo CCBNB (Centro Cultural Banco do Nordeste), fato que eles lembraram ao conversarmos pós show. Recomendo conhecer essa banda de Fortaleza!! Segue o balde, balde mesmo, por falta das artesanais estávamos bebendo cervejas era de balde mesmo, nisso entra a banda HELLHOUNDS, outra banda autoral de Fortaleza e foi outro showzaço, muito bom conhecer essa banda. Nisso a banda chama Zyon no palco para uma homenagem, eles o conheceram na edição anterior do Telha, e tocaram um cover do Judas Priest pra ele, massa, momento inesquecível que se soma ao encontro de geração proporcionado por Zyon e um senhor de idade que ao pé do palco acompanha ele batendo cabeça. Chega A vez da banda MITRA, que faz tributo ao Metallica, cumpriu bem o seu papel agitando a todos os presentes e a noite finaliza com a banda ALCHEMY que fez cover do Manowar, e o que mais me chamou atenção foi o fato de que com grandes fãs do Manowar presentes a banda se divertiu tanto quanto o público que não demonstrava cansaço nenhum, mesmo diante dessa maratona de Metal e cervejas!! Fecharam o Festival com excelência.


O Festival Telha Rock é um evento totalmente beneficente e nos enche de orgulho e nos é motivo de inspiração que durante a semana, pós o  Festival, fizeram doações de alimentos à Casa de acolhimento Irmã Dulce, e também à Casa de Acolhimento Pe. José Marques que fica localizada no Prado, bairro que recebeu a realização de nossa terceira edição!!!
A todos os amigos que realizam o Telha, aos amigos e bandas que ali presentes abrilhantaram o 3º. Telha Rock Festival, deixamos aqui nossos parabéns e o desejo de vida longa que continuem assim trazendo para nós momentos mágicos e inesquecíveis!

Por Jailson Gabriel de Melo (Presidente da AASRBS)

FACEBOOK: TELHA ROCK FESTIVAL

INSTAGRAM: TELHA ROCK FESTIVAL
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