sábado, 26 de março de 2016
-A MALHAÇÃO DO JUDAS E A INCOERÊNCIA DO PERDÃO.
Nesses dias que antecedem a Páscoa, onde muitos deturpam o verdadeiro sentido do evento que é a ressurreição, uma grande parte da população se regozija com o consumo de chocolate e seguem uma tradição popular chamada de MALHAÇÃO DO JUDAS.
Essa tradição é um verdadeiro exercício de violência e de vingança. O pretexto de malhar, espancar, destruir a figura que representa Judas, o traidor de Jesus, as pessoas buscam vingar o Mestre, fazendo justiça através de explosão e de um ódio concentrado. A meninada, incentivada pelos adultos e até pelos pais, fantasia o Judas a ser malhado, colocando nele a figura de políticos corruptos, de pessoas antipáticas e de criminosos que gostariam de punir. Na sanha da ira, revolta, vingança, desejo de matar e de ver sangue, o Judas é estraçalhado em um poste pela multidão ensandecida. Da mesma forma que fizeram nas recentes manifestações ao governo, onde enforcaram um boneco da atual e do ex presidente, a população acredita que está fazendo justiça e punindo não só aquele que traiu Jesus como todos aqueles que mataram e roubaram.
O curioso é que esse ato contraria em tudo e por tudo os ensinos do Mestre Jesus, que nos deu exemplos de amor e de perdão. Agir como selvagens e voltar ao tempo dos bárbaros não vai certamente levar nossas crianças a se tornarem melhores e aprender a amar e respeitar o semelhante. Precisamos evitar que hábitos perniciosos como esses passem a fazer parte obrigatória dos usos e costumes de nosso povo. Mais de dois mil anos já se passaram e nós ainda fazemos pirraça com Judas Iscariotes. Por que? Que temos com isso? Como ousamos julgar? O que de diferente fazemos para sermos melhores do que Judas? Será que hoje em dia não vendemos e traímos Jesus?
Se analisarmos as práticas dessa nossa sociedade hedonista, egoísta e egocêntrica, há muitos séculos Jesus está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado... e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lo.
Vamos abolir esse costume bárbaro e ensinar aos nossos filhos e netos que só o AMOR e o PERDÃO pode fazer com que o nosso planeta deixe de ser violente e triste. Vamos viver e exemplificar a Paz e o Bem. É tempo de repensar e reformular ações.!
Prof. Ubirajara Cruz (Jairinho).
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